quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


No fim da década de sessenta a humanidade tinha medo da “gripe cósmica”, Uma peste de proporções imensuráveis ...vinda da lua. O Google não fala muita coisa... Vai ver esquecemos!
O vírus da gripe ainda assusta, ele se propaga no meio ambiente e rapidamente cobre o planeta ( haja H1N1) matando IDOSOS, CRIANÇAS, COVALESCENTES...preferencialmente.
Renato Russo referiu-se ao vírus da AIDS... Comparando-o com a solidão “o mal do século é a solidão”, sábio Renato. O Pior vírus, disponível no mercado, não foi desenvolvido em laboratórios de grandes multinacionais para gerar lucros e torná-los mais poderosos: está dentro de nós, em forma de sentimentos mesquinhos e pulverizados, dificultando o acesso da CURA! Só há um antídoto para esse mal que sufoca a nós todos, que torna-nos arrogantes e soberbos (orgulhosamente), que nos entristece à quatro paredes e emoldura uma máscara facial “ pra cima” uma belo e potente fuzil A-R 15 imaginário em nossas mãos que ironicamente não protege o seu guardião... A SOLIDARIEDA cura esse vírus imaginário? A derrocada do leão da maldade é eminente, mas até lá, a luta é feroz e cruel, é homem versus homem, uma batalha ínfima diante da tristeza coletiva na qual estamos inseridos.

Dividir um quantum de felicidade com o planeta é atitude digna de um REI! Mas... O grande desafio nosso de cada dia é querer-se portar como rei, um rei ininterruptamente poderoso e tirano, tirano no lar, na rua, no EGO! O mal do século é a arrogância!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Tempo REI, poeta plebeu !!


Não dei conta da velocidade dos dias...UUffa!
Esse ano passou feito bala !

Aos amigos visitantes deixo um grande abraço ( adoro abraço, a troca de calor é infinatamente maior que em qualquer outro gesto de afago)
.

Quem disser que ando sumido, admito!
Sou muito grato à querida amiga Marisete Zanon, que deixou um recadinho alí embaixo, me pegando de surpresa, espalhando uma energia calorosa que me deixou a sorrir! Não pelo envaidecimento das palavras lançadas...sim pela surpresa que despertou em mim!

2010 deverá ser recheado com minhas letrinhas, o sonhado mestrado está findado, minha vida vai dar um nó imenso e serei bem mais feliz...com meu sorrisão abraço à todos e desejo um baita sucesso, pois quem viver, viverá !!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

De volta às letras !

Amando em dobro, cantarolando aos cinco ventos !

Cinco pontos cardeais

(botei mais um,meu coração,minha emoção na ponta do lápis).

Visto-me de louros, de pensamentos cintilantes,visto-me como um Cervantes numa guerra de moinhos!!

Agalopado numa beira de mar.

Café enebriante,

Pés de sedas flutuantes,

Desliza,sublima,desmancha nuvens de algodão.

Sentimento vadio,o meu, nem pede licença pra te enovelar!

quarta-feira, 17 de junho de 2009




O medo




Sob o sol torrencial da bahia,


grãos de milho concorrem em beleza com o astro rei.


Amarelo ¨Vincent van Goghiano¨ ao vivo, à cores para nossos olhos cansados do vermelho emergencial que nos abate pelos jornais e tv à toda hora e local.




Roçado de milho,


farra junina, ceia farta...enfeitada por amarelo ouro.


A proteção do roçado está morta. Carcaça inerte, pendurada à espera de...nossos medos, nossa fragilidade diante do amanhã.




Ossada exposta ao sol amarelado ouro, tal qual Van Gogh de orelha cortada, tal nós mesmo diante do pássaro azul, que rouba grãos de ouro da roça. Céu de luz azulada, ladrão de ceia...encouraçado de azul, de olhar amarelo ¨grão de milho ouro¨Van Gogheando¨por aí, sem orelhas penduradas, sobre o tronco que pertence ao guardião do milho, ao espanta olho gordo e mau olhado ( sob esse céu lindo e azulado não dá pra perceber o mau, só o bem ( bem azul e bem amarelo).Não dá prar rir nem chorar com nossas superstições, elas nos mantém de algum modo menos medrosos, menois afoitos sob um sol azul...no céu amarelo de Vincent Van Gogh.

sábado, 13 de junho de 2009

Juras de um amor por toda a vida


Você me disse que teria tempo para nós,
Que seria um mar de rosas essa nossa estadia planetária
Fizemos mil planos numa estória histórica,
Nós em sintonia, construindo um universo paralelo

Nesse universo desfilado em prantos e cetins
Estamos nós, de cara um pro outro, sentindo falta de nossa cumplicidade carimbada no cartório do céu.
Como se o céu precisasse de papel, fincamos olho no olho e sorrimos de nossa incapacidade de permanecer em afago nesse momento.
Somos tão legais que não suportamos ser em dois.
Somos tão em dois, que queremos ficar juntinhos.

Meu amor é pouco
Seu sonhar é lúdico
Na gleba gigante que moramos faltam lençóis pra encobrir o frio de seus pés.
Na cama minúscula que rachamos há uma linha imaginária entre seu fogo e minha libido.
Temos algo em comum: Nos amamos célula a célula.

Juro por cada segundo compartilhado, por cada lágrima não aparada, que só faço aquilo que teu coração quiser.
Sua casa é minha casa,
Seu brilho é lume
Sublime é a idéia,onde meus passos atropelam seus passos
E seu caminhar é meu rumo pra onde nosso amor quiser.


sábado, 25 de abril de 2009

...Sério?

è isso aí!


As letras microgarrafais estão à solta!


mudaram a gramática. Mudaram meus miolos( nem sei a cor de meus miolos).


Mudei os meus medos de lugar, botei-os na frente de meu saco, ainda estarei a esperar de um chute no saco...pra esses medos voarem juntos!




Não mudei de amada,


não se mudam as amadas...guardemo-las num cantinho à parte.


Mudei de emprego,


não sou mais meu patrão...isso faz uma diferença enorme.


salvem-se quem puder!




Ando ouvindo musica caipira,


Fabio Paes, Elomar...Pereira da viola( queria muito tocar assim)


Os tambores d´angola estão adormecidos em mim ( sinto muita falta de Plinio), por isso ainda ouço musica mineira.

Musica, musica...caramba! já imaginou o som do silencio, no silencio de Beethoven? nem eu .


Leio coisas atravessadas e desconexas num momento...de repente vejo-me lá, dentro das palavras alheias nem tão alheias assim, próximas o suficientes pra me fazerem abrir os olhos,¨abutecá-los¨ ao máximo, sei que salvador não é aquí.


Lágrimas de chuva torrenciais demoliram meu jardim.

pretenciosamente chamo-o de meu, como se fosse dono de alguma coisa.Nada é de ninguém, nada está dentro de ninguém...tudo pertence ao todo ( teoria de quem mesmo? ), abro mão das teorias, prefiro as verdades meia boca a esse festival de abobrinhas que as pessoas insistem em se transformar. o fim nunca estará proximo, o fim não existe, tudo é reciclavel...até o fim !

basta!




terça-feira, 24 de março de 2009









Façam-se a luz !
Olhos precisam de claridade,
clarititude pra transformar o belo em atitude.

beleza põe mesa
beleza é fartura numa mesa de madeira fixe!
beleza é a delicadeza do facheiro, encravado na caatinga
transformado em fartura na mesa de uma meias duzia de reses cambaleantes...na seca!

Apaixonadamente transpiro sal,
purificação em sal,
salvador de minha pátria, sal sal sla als cio do sal!!
cio da menina devastada pelo pai, pelo padre...pela mão que apunhá-la as leis.
mãos de mãe,
mão de saudade, da rua do beco, do beco do eco do becobêêêcobêcobêêêêêêcô !



Salve a langerie,
salve-se a langerie que transforma a forma mais bonita em luz!

salve o candeeiro que ilumina esses olhos dissecantes.
salve a cadeia que prende esse coração carrasco. coração que só quer trovoadas,flechadas,migalhas!

Salve a langerie vermelha,

que cobre a pele de luz difusa, que bronzeia a pele arrepiada de suor!

salvem-se os puros,

Salvem-se os medrosos, os belicosos em pensamentos pueris e monossilábicos!



Apaguem a luz ao sair,

acendam meus olhos ao entrar

ver é simples,
desde que os olhos do poeta estejam fechados
abram-se as portas de meus olhos,
quero luz,quero fogo e faiscas,
abram-se os amarelos incadescentes de seus olhos,
branquei-me com seu riso,
sussurre palavras inaudíveis,
monossilabicamente : ame-me !
















segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009


Totalmente lúcido, vejo uma sereia ! ao meu lado.

totalmente lúcido, quem diria?


Completamente apaixonado, vejo dois olhinhos pidões, me chamando pra andar.

Fuga pras bandas do rio, fuga pro nada. è fogo, tem fogo esses olhinhos pidões.


Fugir tem nada a ver, fogo se apaga com fogo.


Dois rubís em face. Duas bilas preciosas, mutilando meu entardecer.

Poente em poente, subo a trilha poética do enluarcer.


Finco dois pés na areia, seguro a rédea e desliso rio abaixo.Água mansinha, dois rubís me olham. Pensativo foco...tão doce, tão quente! Menina, vá devagar! coração de poeta é como jarro de louça, demora pra fazer,mas se quebrar...tem cola!


Paixão de letra, paixão de rima, uma duas tres...duas uma.

abraço de urso, abraço de fera...abraço de amor tem hora.


Só tenho tempo hoje pra duas coisas: te amar,te olhar,te amar novamente!