quinta-feira, 24 de maio de 2007


Entre tantas opções de caminho, preferi seguir o rumo óbvio: a trilha do sol Zinho!

Entre um gole ou outro optei pela ilusão do ser autentico. Atravessei nevoeiros brabos, minha miopia me guiou. Deixei trapos no caminho.

Em breves paradas, joguei idéias boas fora, aceitei ser um ser sozinho.

Minhas moléculas foram fundidas em outras moléculas, mais um ser solzinho, a trilha segue em rumo de um mesmo caminho.

Vem vida, beba-me à sombra do solzinho, sou teu embora viva às turras com um universo sozinho!

sexta-feira, 18 de maio de 2007



Estou feliz!


um porre de tinto me deixa feliz.um tanto de riso diz que sou feliz!


nada contra a tristeza, ela tem que existir pra eu ser feliz!




Acordei um tanto azedo, me tornei flor em jasmim, pra estar feliz aquí.




Me acompanhem, me sigam...não é todo dia que sou feliz assim!


quinta-feira, 17 de maio de 2007

Solo le pido a dios!!




Solo le pido a dios

Que meus dias não sejam povoados pelos maus pensamentos !

Que minhas mágoas não sufoquem meus risos !

Que minha inocência fique imune à ambição
.

Solo le pido a dios

Espaço pra mostrar minhas idéias !
Vontade de servir sem limites !
Um caminho que me leve ao bem .

Solo le pido a dios

Trabalho digno e honesto !
Convivência pacifica e sincera !
Saúde no corpo, mente e espírito .

Solo le pido a dios

Dias completos: com manhãs claras, tardes de luz e noites amenas !

Igualdade entre as pessoas, velhos e jovens interagidos, homens e mulheres na mesma sintonia!

A certeza de um rumo, uma eternidade de lugares a desbravar, um porto seguro em cada lugar !

Solo le pido a dios

Calmaria depois da tempestade.

Um abraço sincero, daquele em que menos espero.

Um sorriso maroto em meus lábios, que acalanta meus desafetos !!


Solo le pido a dios:

obrigado !!
**foto mãos de café - Marcos Piffer www.olhares.com

terça-feira, 8 de maio de 2007

É dia de peixada !

É dia de peixada !

Chegam-se os amigos um por um,
Esse ritual festivo se repete todo ano:
peixada lá em casa!
Juntam-se uns instrumentos percurssivos ( pandeiro, triangulo, zabumba...) uma viola afinadíssima (até a sexta dose) um monte de tocadores aloprados e barulhentos e tome-lhe zuada!

Abre-se um tinto uruguaio, hummm...beleza!
Cervejinha estalando no freezer, véu de noiva mofada.

Tem caninha da chapada ( herança de lençóis ) lá do rio das contas.
Tem caju fresquinho, com um aroma genial, dá vontade de tomar uma.
Alguns preferem Domecq com limão e mel, mel baiano é mais doce ( daqueles espremidos ainda na mata, com um cheirinho delicioso de fumaça de umburana ),
aumentam-se as risadas, chega a molecada mais nova roncando de fome!
Atacam um peixinho na abóbora ( deixa um pouquinho pra mim, ô usurento !) Tá bom demais esse prato.
Qual a receita? Simples: Pacamã salgada e seca, Pirá, Carí em grande quantidade ( metade da receita é feita com carí e tilápia em cubinhos).
Tempere o carí e o pirá na véspera para pegar gosto( com mostarda moída, louro em pó e cuminho).
Jogue tudo na panela com muito tomate, pimentão e cebola.
O sal é o da pacamã mesmo.
Cozinhe algumas abóboras, retirando as sementes e o miolo, lambuze-as com queijo cremoso e encha as abóboras com essa peixada maravilhosa
( tem gente que repete o prato umas cinco vezes e tem de sair rebocado pra casa) e pode se lambuzar, não dá pra quem quer!

Nesse dia, boto pra fora meus grilos e minhocas reprimidas, passei uma régua definitiva em 2006, meu reveillon começa na peixada de maio...igual cantiga de grilo!

Tem uma coisa legal e gratificante: tem o amigo flamenguista que deixa de assistir à final do campeonato, só pra zoar na peixada;

tem a amiga que elaborou um molhinho de pimenta artesanalmente pra ficar bem bonito ( gastou pelo menos duas horas nesse ritual uma semana antes) pra presentear o amigo aqui , presente sublime!
Tem a amiga que deu bolo no namorado ciumento, só pra ficar mais à vontade !
é muito bom isso tudo, é muito bom ter amigos e amigas e papagaios falantes e manga madura caindo do pé, bem madurinha pra virar batidinha!

Quem não foi esse ano, irá no próximo...quem esteve comigo na peixada, riu muito e voltou feliz pra casa...ANO QUE VEM, TEM MAIS!


quinta-feira, 3 de maio de 2007

lá no pé da serra



O mar não é minha praia!

Sertão de tantas cores ( do cinza ao pastel ), da chuva que ¨enverdesse¨ tudo, da transfiguração.

¨Sertãonejo¨, sertãozinho gigante, calor ofuscante em tudo...na gente, ¨braveja¨ gente !
tem uma arma nua nos confins da caatinga. Tem tempo de plantio e tempo de estio, tem macaxeira, milho, abóbora e uvas, mandioca crua mata!



A corrupção nossa de cada dia mata muito mais que o cianídrico que ¨fofa¨ a barriga do homem gabiru.

O sertão é um imenso inferno, onde pisam-se nas brasas quando acaba o inverno !


O sertão não é uma brasa, é uma imensa fornalha onde se queimam os nossos males a caminho da purificação no céu!!



**foto: meus olhos em um¨ por do sol em Exu-PE¨, no pé da serra em dezembro de chuvas.





sexta-feira, 27 de abril de 2007

Entre palavras e cacos
Faço uma pequena estória de boi dormir.

Tenho tanto e pouco tempo pra ver que a felicidade pertence ao mundo.
Essas estorinhas que invento dão uma dimensão do turbilhão de sentimentos que moram em mim
.


A cada dia uma frase, em cada frase, sentidos e significados ambíguos e repetitivos.
Minha idéia não me pertence.
Minha idéia vem de outros, vem de pedaços alheios.
Os lampejos de idéias surgiram bem antes de mim, são ecos de outro passado que não é necessariamente meu.

Não posso e não quero ser o pai das idéias, o autentico o primata!
Prefiro assim como estou, um desmembrador das idéias do mundo.
Um aglutinador de fatos remotos e distintos.

Copyright de que?


Nada é de ninguém, as idéias pertencem ao universo, a humanidade precisa de seus pupilos assim como a o ar de que respiro.

Não choremos pelo que não é nosso, o nosso esta diluído no todo!!

terça-feira, 24 de abril de 2007

PRUMOS ( pequena parte )


Sou a parte divisível, faço atos e traço a linha em mistério, se busco, não sei. Caminho a passos lentos em uma velocidade inconstante, aprendiz me acho.

A lenha atiça o fogo, a vida me faz de morto, sou matéria, glóbulos, genes, sou ser, sou estrada trilhada, máquina vã, guia das manhãs, dos risos, das lágrimas, do tempo onde ferir me faz refletir o quanto se aprende na dor, na ausência dos seres que iluminam, que instigam , que complementam os dias, dos que ficam e irradiam a magia...do simples estar perto e nem cobrar a estadia.


Sou bobo, sou o último. Sou primo do ascendente distante, não quero ser imponente, não sigo rumos alheios. Sou próprio, estandarte primeiro em meu mundo. Sou parte de tudo, sou o resto das coisas... sou simplesmente um gigante, suporto o peso de não ser o prumo, o cantante, o comandante desta linha.



Faço-me indivisível e inconstante, repito! Multiplico-me aos quatro cantos, agrado aos infantes, aos arautos errantes, às amantes.

Sou mosto, fermento em ebulição, o caminho poderá ser harmonioso e equilibrado, ou senão azoto e desencantado. A mágica dos anos fará sua parte, onde crescer nem sempre me fará rever as nódoas da vida, tudo passa conforme a dor aumenta. Viver é bom, ser isso é bom. Sou misto de anjo e homem, ser homem é indefinível( haja diversidade neste plano), podemos ser o primeiro passo... às vezes somos a ética da perdição, do caos. Temos na vida essa missão, na consciência temos as mãos, o martelo, o formão... façamos bem feito, pelo menos imperfeito, desde que seja com espaço para a correção.






Cadê o beleléu?



Camarada, tem coisa que só nesse Brasil.



Nego Dito, vulgo Itamar Assumpção.



Fico em ¨extado de êstase¨, catatônico ou sei lá o quê quando tiro pra sentir a arte desse ¨cabra¨.



Bom, muito bom, é só isso que sei dizer.



Uma história autêntica e própria, livre ao extremo, criativo ao acaso ( isso é que é criatividade genuina ), nunca o ví, nem o assistí ¨tète a tète¨, mas nem era preciso: gosto demais dessa fera!