segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Naquele níver que esquecí.


Jimmi Page & Robert Plant fazem uma casadinha perfeita, congelar os anos não faz mal nenhum!

Mãos flácidas seguram o remo dos dias, meses...segundos. O barquinho flui discretamente!

Pensar o bem é agregar valores largados nas calçadas, nos shoppings da vida, no transito, numa fila do banco do brasil. Num mundo regado a pressa e agressão, ninguém se sai bem pacificamente. Os politicamente corretos são engolidos pela pressa de atravessar o sinal amarelo.

Quase somos felizes, felicidade plena reluz em monotonia!

Entre um aperreio e outro, vale lembrar do vocetubo e flutuar com Page & Plant, lembrar de como é arredio o sentimento da saudade e assusta o abraço do quase futuro!!

Uma melodia me ronda, passarinhos multi plumados cantarolam pra hoje o que acabei de ouvir ontem.

Cesar, Cesinha...corra, corra muito!! Tudo muda tão rapidamente, não dá pra respirar sem tropeçar.

Não tenho um jardim para regar, tenho uma lagoa com peixinhos pra criar!







segunda-feira, 15 de novembro de 2010











O que será que passa na cabeça do passarinho? Sozinho, quem sabe repousando da longa jornada ou quem sabe se aquecendo e fugindo do frio.No momento de perigo eminente, imagino um diálogo entre ele e os seus botões...

"Logo agora?
agora que resolví ser feliz,
agora que descobrí que há uma porta aberta, esperando por mim.
agora que sou mais um na multidão.

Porquê EU ?
demorei tanto pra ver que a felicidade mora bem aquí, nessa banda esquerda do peito.
demorei tanto pra entender que amizade é pedaço do céu.
Demorei tanto a crer numa força criadora que faz a vida ser tão perfeita.
Porquê agora?
Preciso de tempo pra retribuir as graças que a vida me deu.Preciso de mais tempo, preciso abraçar alguém: Um alguém tão presente em minha vida que passou despercebido. Precioso de perdão, tenho que ter forças para me perdoar.Sou uma máquina impefeita, não amei ainda o bastante para agradecer a dádiva da vida. Quero ver o azul celeste e ouvir as cataratas da vida.

Justo agora que sinto o toque da brisa?
Me dá um tempinho,pai?
Só um segundinho a mais. Quero abraçar um amigo e cantar uma música, uma sinfonia em quatro letras...AMOR.Só um minutinho... enquanto o trem não chega, minha mala está desarrumada, não cabe todos os sentimentos ainda embaralhados.
Deixe-me viver mais um dia. Quero visitar o meu quintal, a minha terra. Quero respirar o ar de forma diferente, separando os aromas. O cheiro da terra molhada, a brisa na chuva de novembro. Passei o tempo todo com os sentidos bloqueados. Tive orgulho de ser bonito, falso diamante peregrino. Uma massa disforme de carbono e hidrogenio.
Repentinamente tudo ficou claro, logo agora? a um passo do possível fim.

Quero muito subir a serra da Ibiapaba, conversar com meus pares e aprender mais um pouco sobre a vaidade, a chaga que me consumiu assim que deixei de ser criança. Fui içado até o topo, enchi meu peito de grandeza, de soberba...e ploft, a escada que me mantia lá no alto foi sacada, puxada...o tombo foi doloroso, era tuda fantasia, nada daquilo existia...sinceramente nunca fui nada. Não fui o pó da estrada, não ví as estrelas com os pés no chão. Fui marionete nas mãos da vaidade, fui um crápula para mim.

O bicho horrendo estende sua bocarra sob meu pescoço, será o fim?

peço mais, peço fé e esperança de que não haja fim. Que isso tudo não passe de um recomeço, e que no seu tabuleiro, não sejamos nós uma peça descartável e sem um fim.
Peço paciência e desculpas, pois deixei para depois tudo que pedí com pressa e resignação.
E ofereço a mim uma chance de poder recomeçar com brio, sobriedade e humildade num passe sem mágica, todo de novo."
Pois sei que você é o principio, o meio e o fim!!

domingo, 14 de novembro de 2010

Há curva retilínea?

São demais os perigos dessa vida!
Vinícius, soberbamente,Vinicius...Enquanto respiramos gasolina e óleo diesel, tem gente andando à pé, em busca do pulmão perfeito, achando que há vida depois das oito, mesmo achando que quem matou Saulo foi o mordomo. Sinceramente? Saulo não morreu, Odeth Roithman ainda mora no imaginário dos curiosos de plantão, apenas mudou o horário da embromação.

Enquanto isso, há um psicopata à sua espreita, esperando seu sinal...A arma dos psicopatas estão protegidas sob sete chaves e enigmas.

Não esqueça, há um psicopata dentro de você. O psicopata que não come criancinhas, que encanta a vovozinha com uma voz suave e encantadora...e quando a noite cai: Seus medos afloram, e suas garras afiadas dão o bote. Poupe seus instintos virís, não saia na mão nem no pé. Faça como tiririca, seja um analfabeto funcional ( isso funciona), suba no picadeiro da sociedade psicótica em que vivemos, faça gracinhas e mande flores para uns oito nordestinos. De repente o Brasil acorda e manda um recado global: Tem algo errado no front, tem gente sobrando na América, o dólar não é mais aquele bicho papão, tem chinês demais na China...Tem humor de menos no mundo, e aí Tiririca deu sorte, ele é gente como a gente e o Brasil é multifacetado, é uma pátria magnífica onde somos iguais por nossas diferenças.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Carpem diem


Se o amanhã incomoda,
Puxe uma cadeira para esse dia!
sirva-o numa xícara de café bem forte.

Amanhã será ontem,obviamente.
Amanhã merecerá um grifo apartir de hoje,
Puxe uma cadeira para sí,
Sirva-se num café bem aromatico,
regue-se num deleite infinito
beba-se à vontade,
amanhã...já foi!!

domingo, 29 de agosto de 2010

A fechadura da alma!


Quando partí, deixei um rio de mágoas para trás.
de repente, eis que de repente, descubro que sempre estive presente...não houve essa tal fuga aborrecente. A caminhada está enveredade nos pés pra trás, feito truque do cangaço, alpercatas invertidas pra driblar as volantes.

No volante dessa trilha,
devo ter aprendido a perdoar, pois me esquecí de desamar.
as tralhas amontoadas durante os anos fazem falta, quendo me sobram forças.

Quando partí, uma dezena de amores ficaram. Quando percebí o desatino da fuga, eis que vejo uma trilha estreita, iluminada por luzes rôtas. Vejo o amálgama dos dentes cairem, doendo-me até as fibras mais remotas.

No dia em que partí,
um sorriso discreto vazou pelo canto da sala,
a amplidão do silencio me fez ver que não preciso ser óbvio, ser uma mula falante diante das bobagens, amizade não se compra com moedas imundas...amizade é palavra sublime, mesmo que o vácuo da distância seja um trunfo nas mãos do desengano.


O dia da partida foi um engano,
não se vai assim em busca de um abraço, de uma amizade tão sutil.
Amigo não se engana na partida, amigo fica até o fim !!

domingo, 22 de agosto de 2010

Hoje tem bolo no Pará!!

A felicidade da bolinha de sabão:


Encham-se de ar
numa circunferência translúcida e irregular bolhas ao vento,
num espaço vazio ou no campo à bailar.
Bolinhas de sabão,
meus olhos são teus.
Seu rumo não sei,
suas cores íris arqueada são colírio,
são o ponto feliz !
É o improvável diante do céu límpido e azul.
É gota de feliz idade.

...A vida é exatamente assim, uma bolinha (bolhinha) largada ao vento,
colorindo os olhos ou pipocando repentinamente. Tomando caminhos improváveis, mas explodindo sempre. Imagina-se o recomeço da bolhinha apartir do inflar dos pulmões, de umas gotas de água e muito sabão. Imagina-se o recomeço no gritar alegre de crianças, nas mentes férteis da alegria. Imaginemos um parque florido, como arco íris preso na circunferência flácida da bolhinha de sabão!

Estarás a bailar,
feito bolhinhas coloridas... Conduzindo a magia dos anos nos ombros, como numa garota levada que só pensa nas velas coloridas refletidas em dezenas de bolhinhas de sabão!!
Feliz hoje, para sempre!

quinta-feira, 13 de maio de 2010




Meu blog não sou EU !
Tenho comigo um preceito: Não dá pra sorrir sozinho.
Pro sorriso ser perfeito é preciso estar livre de defeitos!
Sem defeito da mágoa, da esquisitice de se ser solitário, deve ser carregado da palavra SOLIDÁRIO!

Pro sorriso ser largo e farto é necessário depositar confiança em quem a gente ama. Confiar significa não sofrer na ausencia...é estar perto mesmo estando perto, amigo nunca fica longe!

Se meu blog não sou eu, é porque não tenho nada, não preciso de nada...meus amigos me completam, minha alegria é farta, minha fantasia e precária e barata, minha fantasia é meu sorriso e basta!!

segunda-feira, 12 de abril de 2010


No fim da década de sessenta a humanidade tinha medo da “gripe cósmica”, Uma peste de proporções imensuráveis ...vinda da lua. O Google não fala muita coisa... Vai ver já absorvemos tal vírus!

O vírus da gripe ainda assusta, ele se propaga no meio ambiente e rapidamente cobre o planeta ( haja H1N1) matando IDOSOS, CRIANÇAS, COVALESCENTES...preferencialmente.

Renato Russo referiu-se ao vírus da AIDS... Comparando-o com a solidão “o mal do século é a solidão”, sábio Renato. O Pior vírus, disponível no mercado, não foi desenvolvido em laboratórios de grandes multinacionais para gerar lucros e torná-los mais poderosos, está dentro de nós, em forma de sentimentos mesquinhos e pulverizados, dificultando o acesso da CURA! Só há um antídoto para esse mal que sufoca a nós todos, que torna-nos arrogantes e soberbos (orgulhosamente), que nos entristece à quatro paredes e emoldura uma máscara facial “ pra cima” uma belo e potente fuzil A-R 15 imaginário em nossas mãos que ironicamente não protege o seu guardião... A SOLIDARIEDADE cura esse vírus imaginário? A derrocada do leão da maldade é eminente, mas até lá, a luta é feroz e cruel, é homem versus homem, uma batalha ínfima diante da tristeza coletiva na qual estamos inseridos.

Dividir um quantum de felicidade com o planeta é atitude digna de um REI! Mas... O grande desafio nosso de cada dia é querer-se portar como rei, um rei ininterruptamente poderoso e tirano, tirano no lar, na rua, no EGO! O mal do século é a arrogância!